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Vacina de Gripe 2012 já disponível

Já está disponível a VACINA contra a GRIPE 2012 – TRIVALENTE, indicada para adultos e crianças a partir de 6 meses de idade. Atendemos sem hora marcada. Caso queira mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 3231-4249.

Como os vírus circulantes não sofreram grandes alterações, as cepas para 2012 são as mesmas recomendadas para 2011:
— A/California/7/2009 (H1N1)-vírus análogo;
— A/Perth/16/2009 (H3N2)-vírus análogo;
— B/Brisbane/60/2008-vírus análogo;

O perigo de não vacinar crianças

Artigo publicado na Veja no dia 11/03/2012. Link original.

É fato científico que as vacinas trazem muito mais benefícios do que os possíveis efeitos adversos. Mas um grupo de pessoas vem optando por não imunizar os filhos para doenças que deixaram de ser comuns, como o sarampo e a difteria.
Foto: Aretha Yarak

Antes de ser erradicada com o uso maciço de vacinas, no final dos anos 1970, a varíola matou 300 milhões de pessoas, contando apenas o século XX. O sarampo, uma doença altamente contagiosa, foi responsável por cerca de 2,6 milhões de mortes por ano, antes de 1980, época em que começaram as intensas campanhas de vacinação. Já os casos de poliomielite, doença que pode causar paralisia infantil, apresentaram uma queda de 99% desde 1988, quando, mais uma vez, a prevenção com vacina teve início. Criadas em 1796, pelo médico britânico Edward Jenner, as vacinas deram início a uma revolução na medicina preventiva – tornando possível evitar a ocorrência de doenças letais e contagiosas. Há quem, no entanto, na contramão de todas as evidências científicas, opte por não vacinar seus filhos. A lamentável ideia encontrou abrigo entre um grupo de pais, grande parte da classe média alta, que vem optando por não imunizar os filhos para doenças que deixaram de ser comuns, como o sarampo e a difteria. Alguns por acreditarem em teorias exóticas e fraudulentas, outros por medo de que a vacina prejudique a saúde da criança e outros ainda, por questões ideológicas, pensam resistir ao que seria uma imposição criada pela indústria farmacêutica. Por um motivo ou outro, a irresponsabilidade pode colocar em risco não só a saúde da criança, mas de todos à sua volta, alertam especialistas.

“O que estamos percebendo é que há um aumento, mesmo que pequeno, no número de pais que buscam médicos que orientam a não vacinar a criança”, diz Eitan Berezin, presidente do Departamento Científico Infeccioso da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Apesar de representarem ainda uma pequena parcela da população brasileira, esses pais que optam por não imunizar os filhos para determinadas doenças se concentram nas classes mais altas da sociedade, aquelas que, pelo menos na teoria, tiveram e têm acesso a informação de boa qualidade. Entre os argumentos mais triviais para a recusa está o medo de que a vacina traga problemas sérios de saúde, como o autismo, e a sensação de que é desnecessário se prevenir contra doenças que têm ocorrência baixa.

“Os riscos de a criança desenvolver uma complicação séria em função da vacina são muito menores do que os de ela contrair a doença. Não há nem comparação. E isso não é algo que eu acho ou acredito, é um fato comprovado cientificamente”, diz o pediatra americano Paul Offit, um dos maiores especialistas no assunto. Além de professor da Universidade da Filadélfia, é ex-membro do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês) e autor dos livros Deadly Choices: How the Anti-Vaccine Movement Threatens Us All (Escolhas mortais: como o movimento anti-vacina ameaça a todos nós, sem edição em português) e Autism’s False Prophets: Bad Science, Risky Medicine, and the Search for a Cure (Falsos profetas do autismo: ciência ruim, medicina de risco e a procura pela cura, também sem edição em português).

Abastados e desprotegidos — De acordo com um levantamento recente feito a pedido do Ministério da Saúde, e publicado no periódico médico Vaccine, 82,6% das crianças brasileiras tomaram todas as vacinas recomendadas até os 18 meses de idade. O estudo, que avaliou 17.295 crianças das 27 capitais, descobriu, no entanto, um dado inusitado: nas classes mais ricas das capitais mais ricas a vacinação era deficitária. Em São Paulo, por exemplo, 71% das crianças do estrato A (o mais rico) haviam recebido a imunização completa — enquanto no estrato E (o mais pobre), a cobertura era de 81%. “Uma das razões para essa discrepância é a ideia de que é exagero vacinar os filhos contra algumas doenças”, diz José Cassio de Moraes, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, membro do Comitê Técnico Assessor de Imunização do Ministério da Saúde e coordenador da pesquisa.

As vacinas que costumeiramente são mais descartadas são a de sarampo, difteria, hepatite B e da gripe. “Desde a década de 1970 os casos dessas doenças são muito baixos. Esses pais nunca tiveram de lidar, de temer essas doenças, então deixam de vacinar acreditando que o filho não corre riscos”, diz Edécio Cunha Neto, diretor do Laboratório de Investigação Médica de Imunologia Clínica e Alergia da USP. Mas, se para muitos a redução drástica nos casos dessas doenças é motivo para burlar o calendário básico de vacinação, para outros, ela pode significar sérias complicações de saúde.

Perguntas e Respostas sobre vacinas

1. Vacinas causam autismo?

Não existe nenhuma evidência científica que comprove que qualquer vacina possa levar ao desenvolvimento do autismo. O alarde sobre o assunto teve início em 1998, quando o médico britânico Andrew Wakefield publicou um artigo no periódico The Lancet correlacionando a vacina tríplice viral com a doença. A tese foi desmascarada seis anos depois, pelo jornalista Brian Deer, como sendo uma fraude.

2. Por que é preciso vacinar contra doenças com baixa incidência?

Há dois motivos principais. O primeiro, e mais óbvio, é que, apesar de não serem mais muito vistas em países desenvolvidos e em desenvolvimento, doenças como sarampo, difteria, coqueluche e tuberculose ainda não foram extintas. Algumas dessas doenças são bastante frequentes em determinadas regiões – e podem viajar de um país a outro na carona de uma pessoa não imunizada. Isso significa que a criança ainda corre risco de se contaminar. A segunda razão é a chamada imunidade de rebanho. Quando mais de 95% da população está vacinada, aquelas crianças com doenças crônicas que não podem ser imunizadas também ficam protegidas. “Optar por não vacinar o filho é uma escolha que coloca em risco uma criança que já tem a saúde debilitada”, diz Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunização.

3 – Quais os reais riscos da vacina?

Nenhuma vacina é totalmente isenta de riscos. Há sempre um pequeno percentual, que varia para cada vacina, de efeitos adversos leves, medianos e sérios. Os casos de sequelas graves, no entanto, ocorrem em frequência baixíssima. “É muito maior o risco de contágio da doença, do que do efeito adverso. A diferença é da ordem de 10.000 vezes”, diz Edécio Cunha Neto, diretor do Laboratório de Investigação Médica de Imunologia Clínica e Alergia da USP.

4 – A vacina pode ser substituída por bons hábitos de vida?

Não. Segundo José Cassio de Moraes, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, uma criança saudável está mais protegida contra agentes externos – e tem mais chances de se recuperar ou de não desenvolver a doença. Mas isso não significa que ela está protegida. Se compararmos, por exemplo, uma criança desnutrida mas vacinada, com outra que está com saúde em estado perfeito mas não foi vacinada, a desnutrida estará mais protegida.

5 – Tomar mais de uma vacina ao mesmo tempo sobrecarrega o sistema imunológico?

De acordo com Paul Offit, pediatra americano especializado em vacinas e doenças infecciosas e professor da Universidade da Filadélfia, o sistema imunológico da criança consegue lidar com a quantia de organismos injetados durante o calendário de vacinação. “Quando uma vacina é incluída no calendário de vacinação, uma série de estudos é feita para garantir que ela não trará prejuízos à saúde da criança.” Segundo o especialista, há centenas de estudos que atestam que as vacinas podem ser dadas juntas e de maneira segura.

6. Crianças gripadas podem ser vacinadas?

Um quadro gripal leve ou um resfriado não são impedimento para a imunização. A vacina não é recomendada, no entanto, para crianças com febre grave. Nesses casos, pode haver prejuízo na resposta imunológica, além de riscos de eventos adversos ou mesmo o agravamento da própria doença – que pode vir a ser confundida como uma  complicação da vacina.

Imunidade coletiva — Há dentro dos programas de vacinação o que se costuma chamar de imunidade de rebanho. A ideia é que quando você vacina, no mínimo, 95% das crianças de uma comunidade, todas ficam protegidas. Nesses 5% restantes, explicam os especialistas, estariam aquelas que por algum motivo não podem tomar vacina. No grupo estão, segundo Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), crianças com câncer, aids, com insuficiência renal ou com outras doenças crônicas que comprometem o sistema imunológico. “Elas se protegem quando há a garantia de que as outras crianças não vão transmitir a doença para ela. Vacinar o filho é mais do que uma ação individual”, diz. Quando uma criança é vacinada, formas amenizadas ou mortas de vírus ou de bactérias que causam doenças são injetadas dentro do corpo. O sistema imunológico reconhece esses organismos e desenvolve anticorpos contra eles. Esses anticorpos ficam, então, armazenados dentro do batalhão de células de defesa do corpo, para combater a doença em caso de uma exposição futura. Se a criança não é vacinada, no entanto, ela obviamente se torna suscetível à doença — e pode se tornar um potencial agente de transmissão e até mesmo iniciar um surto. Vacinas demais? — É esse mecanismo usado para criar os anticorpos que preocupa algumas pessoas.

Há quem diga que os riscos de efeitos adversos não valham a pena, se a criança tem uma saúde plena. “Não sou contra vacinar, mas acredito que existe hoje um exagero. Há vacinas demais”, afirma Liliane Azambuja, pediatra homeopata e criadora da comunidade virtual Tem Vacina D+. De acordo com a médica, as chamadas doenças da infância, como o sarampo, ajudam a fortalecer o sistema imunológico da criança saudável. “Cerca de 90% das crianças que chegam ao meu consultório têm algum tipo de alergia. Elas são mais atópicas do que as crianças de décadas atrás. Claro que há outros fatores envolvidos, mas a vacina tem um papel importante”, diz. Para a pediatra, seria ideal ainda que o calendário fosse repensado e as vacinas fossem dadas em períodos mais esparsos e tardios. A época de início da imunização mais adequada, seria, então, aos seis meses de idade, quando o sistema imunológico do bebê já está mais amadurecido. “Uma enorme quantidade de organismos inoculados é dado de uma vez a uma criança de meses. Acho isso muito agressivo, além de acreditar que possa ajudar a desenvolver doenças autoimunes”, diz Liliane.É bom lembrar que o sarampo é uma doença altamente contagiosa e, embora na maioria dos casos não coloque em risco crianças saudáveis, pode ser fatal para pessoas com o sistema imunológico sem resistência.

Vizinhança de risco — Felizmente, o movimento antivacinação ainda engatinha no Brasil. Em países da Europa e nos Estados Unidos, no entanto, ele vem causando surtos que preocupam as autoridades de saúde. Grupos antivacinação sempre existiram, mas em 1998 ganharam o reforço que sempre esperaram. Um estudo publicado em um dos principais periódicos médicos do mundo, o britânico Lancet, de autoria do médico Andrew Wakefield, alegava que 12 crianças que eram normais até receberem a vacina tríplice viral se tornaram autistas depois de desenvolverem inflamações intestinais. O estrago provocado foi grande. Após a divulgação da pesquisa, muitos pais optaram por deixar de vacinar os filhos contra as doenças infantis. Como resultado, houve um aumento dos casos de sarampo na Europa e nos Estados Unidos, onde a ideia de que vacinas fazem mal também prosperou.

Em 2008, tanto o País de Gales quanto a Inglaterra registraram epidemias de rubéola. O estudo, porém, era uma fraude. O jornalista Brian Deer desmascarou Wakefield, no British Medical Journal, ao provar que cinco das 12 crianças já tinham problemas de desenvolvimento, fato encoberto pelo médico. Várias pesquisas e investigações (britânica, canadense e americana) foram feitas depois do controvertido estudo, que só levou em conta a pequena amostragem de 12 crianças, e não encontraram relação entre o aparecimento do autismo e a vacina tríplice. Wakefield perdeu a licença médica, mas continua com certo prestígio nos Estados Unidos, onde vive e ainda defende a ideia de que vacinas podem causar autismo. Influenciada por Wakefield, uma celebridade de miolo mole chamada Jenny McCarthy, cujas grandes credenciais científicas incluem ser ex-namorada de Jim Carrey e ex-coelhinha da Playboy, atribui o autismo de seu filho às vacinas e vai frequentemente à TV convencer os pais a não vacinarem seus filhos. O resultado da nefasta dupla ainda pode ser sentido em dois continentes.

De acordo com o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças, em 2011 foram registrados 30.567 casos de sarampo em 29 países da Europa. Em 2009, foram 7.175. Nos Estados Unidos, o estado de Indiana registrou 14 casos de sarampo, em fevereiro, depois que duas pessoas contaminadas foram assistir aos jogos do Super Bowl. Dos contaminados, 13 não haviam sido imunizados. No Brasil, surtos do gênero ainda são pequenos. No estado de São Paulo, foram registrados, em 2011, 26 casos de sarampo. Desses, 60% ocorreram em pessoas não vacinadas — sete em crianças menores de um ano, cinco em indivíduos não vacinados por opção e quatro casos sem vacina documentada. Já na capital paulista foram 13 casos, com 10 ocorrendo em função da falta de vacina. O surto teve início em uma creche no bairro do Butantã, em seis bebês menores de um ano (idade indicada para a primeira dose), passando para quatro crianças com idades entre cinco e 10 anos (que não haviam sido imunizadas). “Esses surtos costumam acontecer em bolsões pequenos, porque essas crianças não vacinadas frequentam as mesmas escolas. Mas há sempre o risco, porque o vírus continua em circulação”, diz Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Dentro da lei — A garantia da vacinação está, no entanto, institucionalizada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Consta no artigo quarto que é dever da família assegurar a efetivação dos direitos à saúde. Não há, no entanto, nenhuma fiscalização que obrigue os pais a vacinar corretamente os filhos. Mas, de acordo com Ricardo Cabezón, presidente da Comissão de Estudos do ECA da Ordem dos Advogados de São Paulo, cabe aos pais gerenciar esses direitos, e não dispor deles. “Se a criança vier a adoecer em função de uma falha na vacinação, isso pode levar à perda do poder familiar.

Os pais podem responder por crime de abandono, omissão dolosa ou culposa”, diz. Para o advogado, há uma diferença entre a escolha pessoal entre diversos tratamentos (que podem ser guiados pelas crenças e filosofias dos pais) e a recusa dos mesmos. “Só se pode tomar uma decisão como essa quando há embasamento científico que o fundamente. Não vai vacinar porque tem medo de alguma complicação? Então, tenha todas as provas científicas emitidas por autoridades médicas”, diz. Do contrário, garante Cabezón, os pais correm o risco até mesmo de perder a guarda da criança. “Há uma série de medidas que um juiz pode tomar para garantir o direito da criança à saúde.” Confira abaixo o calendário oficial de vacinação infantil no Brasil, que ganhou novas vacinas em 2012:

Grupo cubano anuncia teste de vacina contra Aids em humanos

Link original: Folha Online

DA FRANCE PRESSE

Um time de biotecnologia cubano, que teve êxito ao testar uma vacina contra Aids em cobaias de laboratórios, anunciou que está pronto para dar início ao experimento com humanos.

O pronunciamento foi feito durante uma conferência na capital cubana, Havana, na segunda-feira.

“A vacina contra a Aids já foi testada com sucesso [em camundongos] e agora estamos preparados para uma pequena e controlada fase de exames clínicos [com pacientes soropositivos que não se encontram em estágios avançados da doença], disse o pesquisador Enrique Iglesias, CIGB (Centro de Engenharia e Biotecnia Genética).

Iglesis explicou que a vacina Teravac-HIV-1 é feita com proteínas recombinadas que provocam uma resposta celular de defesa contra o vírus HIV.

O pesquisador lembrou que mais de cem testes clínicos com humanos foram realizados antes por grupos de pesquisa de Cuba e de outros países, mas realçou que todos falharam.

Cuba gasta por ano mais de US$ 200 milhões (cerca de R$ 349 milhões) em programas de prevenção contra a Aids.

Alerta: Sarampo

Artigo publicado originalmente no Boletim Pediatra Informe-se da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Clique no artigo para ampliá-lo

Anvisa define composição de vacinas contra a gripe que serão usadas em 2012

Como os vírus circulantes não sofreram grandes alterações, as cepas para o proximo ano são as mesmas recomendadas agora em 2011

Publicado no Estadão no dia 10 de novembro de 2011

BRASÍLIA – O Diário Oficial da União publicou nesta quinta, 10, resolução da Agência Nacional de Saúde (Anvisa) determinando as cepas (linhagens) de vírus que deverão ser utilizadas na formulação das vacinas contra gripe no ano que vem.

Veja também:

As vacinas serão aplicadas a partir de fevereiro do próximo ano e deverão conter, obrigatoriamente, três tipos de cepas de vírus em combinação. A resolução obedece a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Hemisfério Sul.

A composição da vacina para gripe sazonal é atualizada a cada ano, de acordo com os vírus circulantes, para garantir a eficácia do produto. Como os vírus circulantes não sofreram grandes alterações, as cepas para 2012 são as recomendadas para este ano. O uso de outras linhagens está proibido.

As empresas que tiveram a alteração pós-registro para atualização da cepa aprovada este ano estão dispensadas de nova avaliação da Anvisa para o ano de 2012.

Vacina Pneumocócica 13 valente

A vacina Pneumocócica 13 valente é indicada como dose suplementar nas crianças do 2º ano ao 5º ano de vida  que receberam o esquema completo da pneumocócica 7 valente e pneumocócica 10 valente, para aumentar a cobertura vacinal contra os seis sorotipos adicionais inclusos na Pneumo 13 valente.

Entre em contato conosco e agende um check-up vacinal gratuito! (11) 3231-4249

Anvisa aprova vacina de HPV para homens

Notícia publicada na Folha.com em 26/05/2011

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da vacina contra HPV (papilomavírus humano) em meninos e homens entre 9 e 26 anos.

A imunização previne as verrugas genitais causadas, principalmente, pelos tipos 6 e 11 do vírus. A vacina, conhecida como Gardasil (Merck Sharp & Dohme), está liberada para os homens nos EUA desde 2009.

No Brasil, ela foi aprovada para mulheres em 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo de R$ 900.

Para liberar a imunização masculina, a Anvisa se baseou em um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”, que comprova a redução de 90% das lesões genitais externas.

O estudo clínico, que acompanhou 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, comprovou a eficácia da vacina contra lesões ligadas aos tipos 6,11, 16 e 18 do HPV.

O tipo 16 é o que tem levado ao aumento dos tumores de boca e da região da garganta (orofaringe) no Brasil, conforme revelou a Folha ontem. Em hospitais brasileiros, até 80% desses cânceres estão associados ao HPV.

PROTEÇÃO

Segundo a pesquisadora Luisa Villa Lina, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e uma das maiores especialistas em HPV no país, além das verrugas genitais, espera-se que a vacina proteja os homens contra tumores de pênis, ânus e orofaringe.

A infecção pelo papilomavírus está ligada a cerca de 40% dos casos de câncer de pênis e de 30% a 40% dos de câncer anal em homens.

Segundo Lina, o ideal é que, assim como as meninas, os garotos sejam vacinados antes do início da vida sexual. No Brasil, pesquisas indicam que isso acontece aos 13 anos, no caso dos homens, e aos 15, para as mulheres.

Mas a pesquisadora acredita que, mesmo que já tenham sido expostos ao HPV, homens e mulheres podem ser beneficiados, porque a vacina evita novas infecções e reduz o risco de câncer.

O pesquisador da USP Adhemar Longatto Filho afirma que a aprovação da vacina para homens vai trazer “um benefício tremendo”. “O homem é o principal vetor de muitas das lesões causadas pelo HPV. É crucial que ele seja vacinado.”

CONTÁGIO

É comum o HPV permanecer no organismo sem qualquer sintoma por meses ou anos. Os cânceres, por exemplo, podem demorar de dez a 20 anos para se desenvolver.

O risco de contágio é alto (de até 80%), e o vírus pode ser passado mesmo latente (sem manifestação visível).

A maioria dos tipos de HPV não causa sintoma e desaparece espontaneamente sem tratamento, o que significa que muitas pessoas não sabem que são portadoras.

Um estudo recente mostrou, por exemplo, que 50% dos homens saudáveis já foram infectados pelo HPV. A vacina contra o papilomavírus é administrada em três doses, com aplicação intramuscular.

Medo de vacina

Publicado na Folha de S. Paulo

Teorias da conspiração e boatos sobre perigos da imunização atrapalham a erradicação do sarampo e da poliomielite

RICARDO BONALUME NETO DE SÃO PAULO

Boatos, mitos e teorias conspiratórias tornaram-se um dos maiores obstáculos à erradicação de doenças infecciosas como sarampo e poliomielite, para as quais existem vacinas eficazes e seguras. Essa “revolta da vacina” pode atingir tanto países ricos como pobres, segundo dossiê sobre o tema na última edição da “Nature”.
“O que faz um receio contra uma vacina se instalar? É uma complexa inter-relação de fatores no contexto histórico, social e político de um país”, afirma a cientista social Julie Leask, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Sydney, Austrália.
Foi assim no Rio de 1904, quando a população se revoltou contra a obrigatoriedade da vacina antivaríola. E o Reino Unido tem dois bons exemplos modernos de “revoltas da vacina”.

AUTISMO
Em 1998, o médico Andrew Wakefield divulgou a noção de que a vacina tríplice contra sarampo, caxumba e rubéola estava ligada ao aumento de casos de autismo.
Carismático, ele passava a imagem de um clínico que se importava com as pessoas, em comparação com as autoridades de saúde inflexíveis.
A “revolta” contra a vacina tríplice fez a cobertura das crianças cair de 92% em 1996 para 80% em 2004. Na Inglaterra e no País de Gales, o número de casos de sarampo saltou de menos de cem em 2005 para 1.400 em 2008.
O contexto em que esse tipo de revolta acontece pode ser ainda mais complexo. Em 2003, os EUA embarcaram na invasão do Iraque, um país muçulmano.
Na época, o laboratório Pfizer estava sendo processado nos EUA por supostos procedimentos não éticos em testes clínicos de um antibiótico na Nigéria, lembram dois pesquisadores, Heidi J. Larson e Isaac Ghinai, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.
Nesse caldo de cultura, brotou o boato falso de que a vacina contra a poliomielite era uma conspiração americana para disseminar o vírus HIV e causar infertilidade entre muçulmanos.
Isso levou ao boicote da vacina na Nigéria, com população predominantemente muçulmana, em 2003.
Os casos da doença saltaram “”mais de cinco vezes de 2002 a 2006: de 202 para 1.143. E, mostrando como o combate a doenças deve ser globalizado, foram achadas linhagens do vírus nigeriano da pólio em 15 países “”alguns eram livres da doença.
A poliomielite ainda é endêmica no Afeganistão, na Índia, na Nigéria e no Paquistão; foram 1.351 casos no mundo todo em 2010.
Os números caíram nos três primeiros países, mas aumentaram 62% no Paquistão.
“Asif Ali Zardari, o presidente do Paquistão, realizou uma reunião no mês passado para enfrentar mais um revés para a sua problemática nação. O foco não era nem o ressurgimento da Al-Qaeda, nem as pobres relações diplomáticas com os Estados Unidos “”era a poliomielite”, publicou a “Nature” no dossiê.
O Paquistão está tentando lidar com o problema agora. Enquanto a doença persistir em um país, nenhuma região do planeta estará segura.

Já está disponível a VACINA DE GRIPE 2011

Já está disponível a VACINA DE GRIPE 2011 -  TRIVALENTE, indicada para adultos e crianças a partir de 6 meses de idade.

Atendemos sem hora marcada. Caso queira mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 3231-4249.

Pesquisa revela que 50% dos homens brasileiros tem o vírus do HPV

Do programa FantásticoRede Globo


Desses homens, 20% têm o vírus na forma mais perigosa, que pode levar ao câncer de útero nas mulheres. A camisinha é uma das principais formas de proteção. Para as mulheres, já existe também uma vacina.