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Últimas Notícias

Anvisa define composição de vacinas contra a gripe que serão usadas em 2012

Como os vírus circulantes não sofreram grandes alterações, as cepas para o proximo ano são as mesmas recomendadas agora em 2011

Publicado no Estadão no dia 10 de novembro de 2011

BRASÍLIA – O Diário Oficial da União publicou nesta quinta, 10, resolução da Agência Nacional de Saúde (Anvisa) determinando as cepas (linhagens) de vírus que deverão ser utilizadas na formulação das vacinas contra gripe no ano que vem.

Veja também:

As vacinas serão aplicadas a partir de fevereiro do próximo ano e deverão conter, obrigatoriamente, três tipos de cepas de vírus em combinação. A resolução obedece a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Hemisfério Sul.

A composição da vacina para gripe sazonal é atualizada a cada ano, de acordo com os vírus circulantes, para garantir a eficácia do produto. Como os vírus circulantes não sofreram grandes alterações, as cepas para 2012 são as recomendadas para este ano. O uso de outras linhagens está proibido.

As empresas que tiveram a alteração pós-registro para atualização da cepa aprovada este ano estão dispensadas de nova avaliação da Anvisa para o ano de 2012.

Vacina Pneumocócica 13 valente

A vacina Pneumocócica 13 valente é indicada como dose suplementar nas crianças do 2º ano ao 5º ano de vida  que receberam o esquema completo da pneumocócica 7 valente e pneumocócica 10 valente, para aumentar a cobertura vacinal contra os seis sorotipos adicionais inclusos na Pneumo 13 valente.

Entre em contato conosco e agende um check-up vacinal gratuito! (11) 3231-4249

Anvisa aprova vacina de HPV para homens

Notícia publicada na Folha.com em 26/05/2011

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da vacina contra HPV (papilomavírus humano) em meninos e homens entre 9 e 26 anos.

A imunização previne as verrugas genitais causadas, principalmente, pelos tipos 6 e 11 do vírus. A vacina, conhecida como Gardasil (Merck Sharp & Dohme), está liberada para os homens nos EUA desde 2009.

No Brasil, ela foi aprovada para mulheres em 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo de R$ 900.

Para liberar a imunização masculina, a Anvisa se baseou em um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”, que comprova a redução de 90% das lesões genitais externas.

O estudo clínico, que acompanhou 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, comprovou a eficácia da vacina contra lesões ligadas aos tipos 6,11, 16 e 18 do HPV.

O tipo 16 é o que tem levado ao aumento dos tumores de boca e da região da garganta (orofaringe) no Brasil, conforme revelou a Folha ontem. Em hospitais brasileiros, até 80% desses cânceres estão associados ao HPV.

PROTEÇÃO

Segundo a pesquisadora Luisa Villa Lina, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e uma das maiores especialistas em HPV no país, além das verrugas genitais, espera-se que a vacina proteja os homens contra tumores de pênis, ânus e orofaringe.

A infecção pelo papilomavírus está ligada a cerca de 40% dos casos de câncer de pênis e de 30% a 40% dos de câncer anal em homens.

Segundo Lina, o ideal é que, assim como as meninas, os garotos sejam vacinados antes do início da vida sexual. No Brasil, pesquisas indicam que isso acontece aos 13 anos, no caso dos homens, e aos 15, para as mulheres.

Mas a pesquisadora acredita que, mesmo que já tenham sido expostos ao HPV, homens e mulheres podem ser beneficiados, porque a vacina evita novas infecções e reduz o risco de câncer.

O pesquisador da USP Adhemar Longatto Filho afirma que a aprovação da vacina para homens vai trazer “um benefício tremendo”. “O homem é o principal vetor de muitas das lesões causadas pelo HPV. É crucial que ele seja vacinado.”

CONTÁGIO

É comum o HPV permanecer no organismo sem qualquer sintoma por meses ou anos. Os cânceres, por exemplo, podem demorar de dez a 20 anos para se desenvolver.

O risco de contágio é alto (de até 80%), e o vírus pode ser passado mesmo latente (sem manifestação visível).

A maioria dos tipos de HPV não causa sintoma e desaparece espontaneamente sem tratamento, o que significa que muitas pessoas não sabem que são portadoras.

Um estudo recente mostrou, por exemplo, que 50% dos homens saudáveis já foram infectados pelo HPV. A vacina contra o papilomavírus é administrada em três doses, com aplicação intramuscular.

Medo de vacina

Publicado na Folha de S. Paulo

Teorias da conspiração e boatos sobre perigos da imunização atrapalham a erradicação do sarampo e da poliomielite

RICARDO BONALUME NETO DE SÃO PAULO

Boatos, mitos e teorias conspiratórias tornaram-se um dos maiores obstáculos à erradicação de doenças infecciosas como sarampo e poliomielite, para as quais existem vacinas eficazes e seguras. Essa “revolta da vacina” pode atingir tanto países ricos como pobres, segundo dossiê sobre o tema na última edição da “Nature”.
“O que faz um receio contra uma vacina se instalar? É uma complexa inter-relação de fatores no contexto histórico, social e político de um país”, afirma a cientista social Julie Leask, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Sydney, Austrália.
Foi assim no Rio de 1904, quando a população se revoltou contra a obrigatoriedade da vacina antivaríola. E o Reino Unido tem dois bons exemplos modernos de “revoltas da vacina”.

AUTISMO
Em 1998, o médico Andrew Wakefield divulgou a noção de que a vacina tríplice contra sarampo, caxumba e rubéola estava ligada ao aumento de casos de autismo.
Carismático, ele passava a imagem de um clínico que se importava com as pessoas, em comparação com as autoridades de saúde inflexíveis.
A “revolta” contra a vacina tríplice fez a cobertura das crianças cair de 92% em 1996 para 80% em 2004. Na Inglaterra e no País de Gales, o número de casos de sarampo saltou de menos de cem em 2005 para 1.400 em 2008.
O contexto em que esse tipo de revolta acontece pode ser ainda mais complexo. Em 2003, os EUA embarcaram na invasão do Iraque, um país muçulmano.
Na época, o laboratório Pfizer estava sendo processado nos EUA por supostos procedimentos não éticos em testes clínicos de um antibiótico na Nigéria, lembram dois pesquisadores, Heidi J. Larson e Isaac Ghinai, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.
Nesse caldo de cultura, brotou o boato falso de que a vacina contra a poliomielite era uma conspiração americana para disseminar o vírus HIV e causar infertilidade entre muçulmanos.
Isso levou ao boicote da vacina na Nigéria, com população predominantemente muçulmana, em 2003.
Os casos da doença saltaram “”mais de cinco vezes de 2002 a 2006: de 202 para 1.143. E, mostrando como o combate a doenças deve ser globalizado, foram achadas linhagens do vírus nigeriano da pólio em 15 países “”alguns eram livres da doença.
A poliomielite ainda é endêmica no Afeganistão, na Índia, na Nigéria e no Paquistão; foram 1.351 casos no mundo todo em 2010.
Os números caíram nos três primeiros países, mas aumentaram 62% no Paquistão.
“Asif Ali Zardari, o presidente do Paquistão, realizou uma reunião no mês passado para enfrentar mais um revés para a sua problemática nação. O foco não era nem o ressurgimento da Al-Qaeda, nem as pobres relações diplomáticas com os Estados Unidos “”era a poliomielite”, publicou a “Nature” no dossiê.
O Paquistão está tentando lidar com o problema agora. Enquanto a doença persistir em um país, nenhuma região do planeta estará segura.

Já está disponível a VACINA DE GRIPE 2011

Já está disponível a VACINA DE GRIPE 2011 -  TRIVALENTE, indicada para adultos e crianças a partir de 6 meses de idade.

Atendemos sem hora marcada. Caso queira mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 3231-4249.

Pesquisa revela que 50% dos homens brasileiros tem o vírus do HPV

Do programa FantásticoRede Globo


Desses homens, 20% têm o vírus na forma mais perigosa, que pode levar ao câncer de útero nas mulheres. A camisinha é uma das principais formas de proteção. Para as mulheres, já existe também uma vacina.

Nota da SBIM e da SBP sobre Vacinação em Clínicas Particulares

(Sociedade Brasileira de Imunizações e Sociedade Brasileira de Pediatria)

Devido à:

  1. necessidade de disciplinar o funcionamento dos estabelecimentos privados que exercem atividades de vacinação, garantindo a segurança e mesmo a efetividade das vacinas;
  2. necessidade de se exercer, por parte do Sistema Único de Saúde, maior controle sobre os dados de vacinações realizadas no âmbito do setor privado em todo o pais;
  3. A ANVISA publicou no ano 2000 (portanto, há dez anos), a Portaria que exige o licenciamento obrigatório para realizar-se vacinação em estabelecimentos privados. Nenhuma clinica, hospital ou empresa pode aplicar ou atestar vacinação semessa licença especifica.

    Infelizmente, mesmo sendo proibida também a venda de vacinas pelos distribuidores a consultórios, indústrias e assemelhados, a prática de vacinação à margem da legislação vigente ainda é muito frequente.

    Esses locais, como funcionam sem licenciamento, não sâo fiscalizados pela Vigilância Sanitária, não enviam os relatórios das condições de armazenamento e nem fornecem dados sobre os vacinados e a vacinação que realizam.

    As vacinas aplicadas nesses locais não são reconhecidas legalmente. Portanto, antes de se vacinar, verifique junto à Vigilância Sanitária de sua cidade se o local possui licença para aplicar vacinas, segundo a legislação vigente no Brasil.

    Verifique no site www.sbim.org.br as legislações vigentes a esse respeito ou como reconhecer uma clínica legalizada. A SBlm possui critérios de acreditação orientadora para clínicas privadas.

    Vacinação é assunto sério! Garanta a saúde de sua família!

Pessoas contaminadas com vírus vaccinia sentem dores fortes

Da Folha.com 17/09/2010 – 08h43

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

Ainda não existem registros de mortes de humanos causadas pelo vaccinia vírus, mas as pessoas contaminadas podem sofrer com pústulas (feridas com acúmulo de pus) que causam dores “extremamente fortes”, afirma Erna Kroon, coordenadora do Laboratório de Vírus da UFMG.

Como não há tratamento específico, a medicação é indicada para tratar os sintomas, que incluem mal-estar, perda de peso e problemas linfáticos.

No gado, o vírus causa a chamada vaccinia bovina, que também provoca ulcerações, que se manifestam principalmente nas tetas das vacas.

No Brasil, o vírus é endêmico em algumas regiões. A doença tem maior incidência em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

“Primo” da varíola, vírus vaccinia infecta macaco em Tocantins

Da Folha.com - 17/09/2010 – 08h44

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) descobriram que o vírus vaccinia –causador de doença não letal, mas que traz grandes inconvenientes a humanos– está circulando pelo país e contaminou macacos na Amazônia.

“Foi surpreendente para nós. Apesar de nós já termos indicações anteriores, não imaginávamos que seria tão expressivo”, afirma Erna Kroon, coordenadora do Laboratório de Vírus da UFMG.

O vaccinia foi encontrado em animais silvestres do Tocantins que dificilmente tiveram contato com humanos, gado ou outras espécies com contaminação registrada.

Segundo os cientistas, isso pode significar que uma importante forma de disseminação tenha passado despercebida na última década.

Em estudo publicado na revista científica “Emerging Infectious Diseases”, eles dizem ter pistas de que a contaminação foi causada por roedores não silvestres, que entraram em contato com pessoas ou animais infectados.

Os pesquisadores acreditam que essa forma de transmissão silenciosa também aconteça com outros vírus –alguns mais perigosos do que o próprio vaccinia.

A UFMG está começando uma pesquisa com outra família de vírus e já encontrou casos de contaminação simultânea com o vaccinia. O que, inicialmente, reforça os temores da equipe.

O pesquisadores descobriram a contaminação ao examinar animais resgatados na construção de uma hidrelétrica em Lajedo e Ipueiras, em Tocantins.

Dos 344 mamíferos resgatados, 84 indicavam presença de anticorpos para o vírus. O maior índice foi nos primatas: 25,3% dos macacos-pregos e 48,1% dos bugios.

Por meio de sequenciamento parcial e análise do genoma de seis amostras positivas das duas espécies, os cientistas confirmaram que se trata do mesmo vírus que, no resto do país, causa doenças no rebanho bovino.

O vaccinia pertence ao gênero Orthopoxvirus –o mesmo da varíola humana– e sua origem nunca foi complemente esclarecida.

DESCONHECIDO

Sua proximidade com o causador da varíola fez com que ele fosse usado nas vacinas contra a moléstia, declarada oficialmente extinta pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1980.

Os pesquisadores não sabem se o vaccinia encontrado em Tocantins tem relação com a imunização ou se é alguma outra forma recombinante na natureza.
A doença causada por ele em humanos, embora não letal, tem custos sociais e econômicos altos.

O desconhecimento de médicos e laboratórios é uma das principais ameaças.

“Como os profissionais de saúde não têm informações sobre o vírus, não sabem prescrever o tratamento adequado”, alerta Kroon.
Os laboratórios também não costumam incluir a testagem para o vaccinia, que é altamente contagioso, em seus exames.

Casos de catapora já têm aumento de 65% em Ribeirão Preto (SP)

Da Folha.com

LUIZA PELLICANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE RIBEIRÃO PRETO

Os casos de catapora apresentaram alta de 65,27% em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) no ano. De janeiro ao último dia 3, foram 1.261 casos da doença confirmados, ante os 763 registrados de todo o ano passado.

Por ser cíclica, o crescimento no total de casos da doença a cada dois ou três anos é esperado, segundo a chefe da Vigilância Epidemiológica de Ribeirão, Ana Alice de Castro e Silva. “Já esperávamos um aumento para este ano. Para se ter uma ideia, o último período de surto foi registrado em 2007, com 1.750 casos.”

De acordo com ela, com a baixa umidade do ar a transmissão fica mais rápida. A lista pode ser engrossada com casos como o de Amanda Domingues, 4, que ontem esperava com a mãe, Marta Helena da Silva, por atendimento na UBDS Central com suspeita da doença.

Quando regiões com surto são localizadas, a Vigilância faz bloqueio com vacina nas crianças que não tiveram catapora e não foram imunizadas. A vacinação não faz parte da rotina, pois a doença evolui para a cura.

Para a pediatra e infectologista Maria Célia Cervi, embora considerada simples, a catapora precisa ser observada com cautela, porque a inflamação na pele pode servir como abertura para outras doenças. “Pode desencadear a manifestação do vírus em outros órgãos”, disse.

A doença atinge principalmente crianças, mas adultos também podem ser infectados. Ela é transmitida pela saliva e pela respiração.